ago 30
Ekiga 3.0
icon1 alex | icon2 Dicas e Truques, Gnome, Internet, Linux | icon4 agosto 30, 2008| icon3Comente »
Screenshot do Ekiga 3.0

O Ekiga 3.0 está quase pronto! Deve ser lançado junto com o Gnome 2.24, em 24 de setembro de 2008. Sempre usei o Ekiga para fazer ligações de longa distância para telefones fixos. É bem mais em conta do que usar as operadoras nacionais. Funcionava muito bem! Até o lançamento do Ubuntu Hardy que adotou o Servidor PulseAudio por padrão. Com isso, algumas aplicações que usam o sistema de som ALSA (como o Ekiga) deixaram de funcionar corretamente. Então, a solução está sendo usar a versão SVN do Ekiga 3.0. A instalação é bastante simples! Existem pacotes disponíveis para as distribuições mais populares. Não é preciso compilar nada! Depois de configurar os repositórios corretamente, basta ir à linha de comando e digitar o que segue.

sudo aptitude install ekiga-snapshot ekiga-snapshot-plugins-all-devices ekiga-snapshot-plugins-non-free-codecs

Se necessário, há um bom tutorial que ensina a configurar a maioria dos aspectos do Ekiga 3.0.

Depois de instalado, fica disponível um ícone do Ekiga e você está pronto para bater-papo por voz e vídeo. Quer dizer… Estaria se mais alguém no mundo usasse o Ekiga. Bom… Pelo menos, muitas vezes é essa a impressão que eu tenho. Uso o Ekiga desde sempre, mas a minha lista de contatos ainda está vazia. Meu catálogo de endereços é composto apenas de telefones fixos.

Onde está a galera do Ekiga? Se você é como eu, um usuário solitário do Ekiga, deixe o seu endereço SIP nos comentários desse tópico para testarmos esse aplicativo. Será mesmo que o Ekiga funciona? Eu bem que gostaria de saber! :-)

Ahh… Quase esqueci! O meu endereço é alexbr@ekiga.net. É mais fácil encontrar-me na rede do Gizmo5 (17476219763@proxy01.sipphone.com).

Você também pode inserir em seu blog um “botão de presença” da rede Ekiga.net, a rede na qual você é registrado quando cria uma conta no Ekiga. Assim, todo mundo saberá o seu status. Para isto, insira o código html que segue.

<script src="http://www.ekiga.net/status/presence.php?user=SEU_LOGIN" type="text/javascript"><!--mce:0--></script>

Evidentemente, no código anterior, você deve trocar “SEU_LOGIN” pelo seu login na rede Ekiga.net. O resultado sera algo como a imagem a seguir.

ago 3

Já há algum tempo, os desenvolvedores do aMSN anunciaram o aMSN2. Esta versão está programada para ser um super-cliente-MSN. Terá o seu núcleo escrito em Python e baseado no toolkit EFL (Enlightenment Foundation Libraries). Segundo os próprios desenvolvedores, a adoção da EFL foi muito discutida, pois ainda não foi lançado nenhum final release, estando o tookit em constante desenvolvimento.

Uma outra importante característica do aMSN2 é o seu desenvolvimento em 3 níveis independentes. Isto fará com que o usuário possa escolher o seu front end: GTK, QT, Cocoa (MacOS) etc. No caso do GTK, o front end será baseado no eMeSeNe, com muitas melhorias. Isto mesmo! Os desenvolvedores do eMeSeNe estão trabalhando em conjunto com a turma do aMSN. Contudo, o projeto eMeSeNe ainda será mantido para fornecer uma opção simples, em oposição ao aMSN2.

ago 3

Em 2001, eu estava morando em Florianópolis-SC. Nesse época, uma colega minha mudou para Manaus-AM e deixou-me o seu computador, um Pentium 133MHz. O computador tinha muito pouco recursos. Então, o que fazer com ele? Resolvi instalar o RedHat 7, pois o computador era lerdo demais até para o Windows 98. Foi assim que eu entrei no mundo GNU/Linux, por causa de um computador velho da minha amiga. :-)

Na mesma época, eu havia entrado recentemente no mundo da internet banda-larga via o plano de 300Kbps da BrasilTelecom e deixava o meu computador ligado muito tempo rodando o eDonkey, um programa peer-to-peer bastante popular naquela época. Assim, pensei em usar o Linux como um cliente peer-to-peer para baixar meus downloads 24h/dia e deixar o meu micro pessoal liberado para tarefas mais nobres. Para isso, o primeiro passo foi instalar um cliente peer-to-peer que fosse leve e pudesse ser controlado remotamente. Foi aí que conheci o MLDonkey.

Para mim, o MLDonkey é o mestre do compartilhamento, pois ele consegue conectar-se a particamente todas as redes peer-to-peer que existem (e as que não existem mais também). A lista de compatibilidade possui protocolos como eDonkey, Overnet, BitTorrent, FastTrack (KaZaA), Kad Network (Kademlia), DirectConnect e Gnutella. Acreditem! Ainda há mais protocolos com os quais o MLDonkey é compatível.

Além de ser multiprotocolo e multiplataforma (GNU/Linux, Windows e MacOS), o MLDonkey tem outras características bem interesssantes. Por exemplo, por padrão, ele é executado como um daemon e pode ser controlado via http, telnet ou através de diversas opções de clientes com interface gráfica. Também, ele tem capacidade para multiplas contas, onde cada usuário enxerga e pode gerenciar os seus próprios downloads. Além disso, é possível conectar-se a mais de um servidor ao mesmo tempo (Que tal conectar-se a 6 ou mais servidores eDonkeys de uma vez?). Hoje em dia, muitos programas peer-to-peer já possuem tais características. Contudo, o MLDonkey já as tem a vários anos.

Um outra característica interessante é a capacidade de executar um script bash logo após a finalização do download (opção file_completed_cmd). Isso permite, por exemplo, que os arquivos baixados sejam distribuídos em pastas em função do seu tipo. Assim, é possível guardar arquivos de música numa pasta, filmes em outras, executáveis em outra etc. Também, ações como, por exemplo, verificar se há vírus no arquivo, enviar um e-mail para o dono do download, também são possíveis. Evidentemente, para isto, é preciso entender um pouco de programação bash para fazer o script.

O MLDonkey também é muito seguro. Ao contrário do aMule, por exemplo, mesmo quando o gerenciamento via http, telnet e GUI estão habilitados, o MLDonkey pode ser controlado apenas localmente (IP 127.0.0.1). Para acessar de outro local, mesmo dentro da sua rede interna, é necessário antes cadastrar o IP ou a faixa de IPs (opção Allowed_ips do arquivo donkey.ini).

Com tantas vantagens, como o MLDonkey não é popular? Sinceramente, não sei. Talvés, seja devido a sua difícil configuração. Hoje em dia, meu MLDonkey está perfeitamente configurado, os arquivos vão chegando e eu apenas faço atualização do software a cada versão. Tudo é muito transparente. Contudo, no início, lembro que tive um pouco de trabalho.

É claro que o MLDonkey não tem apenas vantagens. Algo que faz muita falta nele é a ausência de ofuscação de protocolo, como no aMule, ou criptografia na rede Bitorrent, como no Vuze. Um outro problema é a quantidade de lixo que aparece quando se faz uma busca. Normalmente, ao se fazer uma busca, algo em torno dos 10 primeiros resultados são fakes. Creio que estes sejam gerados por servidores mau-intensionados querendo passar vírus para a turma do Windows. Nunca me preocupei muito com isso, pois os resultados falsos são facilmente identificados. Então, simplesmente, os ignoro.

O MLDonkey já foi acusado também de favorecer os Leechers, por não ter sistema de créditos com o aMule, ou seja, o usuário não precisa estar compartilhando nada e nem ter uma elevada taxa de upload para conseguir fazer os downloads. Sinceramente, não sei até que ponto isso é verdade. Primeiro porque eu sempre tive uma taxa de upload razoável. Também, porque acesso o MLDonkey via o Sancho e este não permite fazer download sem upload. De fato, o Sancho exige uma taxa de upload bem maior do que, por exemplo, o aMule. Contudo, não sei se isso é algo imposto pela GUI Sancho ou pelo MLDonkey em si.

O Sancho é minha GUI para o MLDonkey favorita. Ela é baseada em Java. Por isso, existe uma versão para virtualmente qualquer sistema operacional. Desde Windows até Solaris. Também, há uma versão para Linux compilada com o GCJ e compatível com GTK. De fato, ela integra-se lindamente ao Gnome. Infelizmente, de um tempo para cá, o desenvolvimento do Sancho está lento. A sua última versão foi lançada em meados de 2006. Contudo, não percebo bugs que me incomodem.

Não vou colocar aqui um passo a passo de como instalar o MLDonkey. É necessário baixar a última versão (aqui ou aqui), instalar, fazer um ajuste fino na configuração, tendo cuidado para liberar as portas corretas no firewall. Depois disso, é escolher uma GUI para o gerenciamento e ter paciência. Afinal, no peer-to-peer, paciência é tudo!

Quem tiver dificuldade na instalação ou no gerenciamento do MLDonkey, pode deixar uma mensagem aqui neste tópico. Tentarei sanar todas as dúvida, na medida do possível.

mai 18

O meu computador principal é um notebook. Estou plenamente satisfeito, mas, até pouco tempo atrás, algo que me tirava do sério era esbarrar no touchpad enquanto eu estava digitando. Isto provocava todos os tipos de inconvenientes. Desde selecionar uma opção por engano, passando por mudar a área de trabalho com o scroll, até fechar a janela do aplicativo por engano. Por isso, resolvi gastar um tempo tentando descobrir como resolver esse problema. Achei uma solução bastante elegante. Que tal desabilitar o touchpad automaticamente sempre que você digitar uma tecla? Melhor ainda se o touchpad voltar a ser ativado automaticamente algum tempo depois que você terminar de digitar, não? Pois bem! Faça o seguinte.

mar 9

O Network Manager é o aplicativo que facilita a configuração da rede no Ubuntu e em muitos outros sabores do GNU/Linux. No caso dos notebooks, ele detecta automaticamente as redes sem fio que estão presentes e indaga ao usuário a chave de acesso. Tal chave é salva no gerenciador de senhas Keyring. Assim, na próxima vez que a mesma rede sem fio for detectada, o Network Manager acessa o Keyring para obter a chave. Esse processo depende da intervenção do usuário, pois este deve destravar o Keyring digitando uma senha toda vez após o logon. Este artigo ensina como usar um módulo PAM para automatizar esse processo. Tal módulo passa para o Keyring a mesma senha digitada pelo usuário no GDM, fazendo o Network Manager funcionar de forma transparente para o usuário.

mar 2
Meu desktop
icon1 alex | icon2 Linux, Visual, XFCE | icon4 março 2, 2008| icon34 Comentários »

Parece o Gnome? É o meu XFCE configurado para ficar parecido com o Gnome. Dois painéis (superior e inferior), menu no canto superior esquerdo e system tray à direita. O ícone da lixeira (canto inferior direito) dá acesso a lixeira do Nautilus através da applet XfApplet. Faço isso, pois muitas vezes uso o Nautilus no lugar do Thunar e estes usam ligeiras diferentes. (A ligeira do Thunar pode ser acessada através do ícone do meu desktop.)

Ícones: Elementary |  GTK: Clearlooks | Emerald: Azurite | Wallpaper: Be Original

mar 1

Gosto do XFCE! Ele é muito leve e bonito. Geralmente, o XFCE está associado a quem usa computadores com menos recursos. Contudo, eu o uso porque ele tem uma ótima relação custo/benefício. É bem mais rápido que o KDE ou Gnome e muuuuuito bonito! Então, por que não usa-lo?

Um problema que sempre me incomodou no XFCE era o controle do sistema de som. As teclas multimídia do meu notebook simplesmente não funcionavam. Eu era obrigado a mudar o volume com a applet de som. Contudo, neste fim de semana dei uma vasculhada no relatório de bugs do Gutsy e compreendi o problema. O bug ocorre por causa de um erro no pacote aumix, usado pelo XFCE para alterar o colume do sistema de som. A solução é bastante simples.

Primeiro, faça download de todas as dependências de compilação do aumix.

sudo apt-get build-dep aumix

Em seguida, recompile o pacote aumix a partir do pacote fonte.

sudo apt-get source -b aumix

Por último, é só instalar o pacote gerado.

sudo dpkg -i aumix_2.8-18_i386.deb

Pronto! As teclas de controle de som do meu notebook estão funcionando novamente.

mar 1
Linux Vista GDM
icon1 alex | icon2 Gnome, Linux, Visual | icon4 março 1, 2008| icon32 Comentários »

Pouco tempo depois que o Windows Vista foi lançado, eu criei um tema para o GDM que imita a tela de login do Vista. Isso ocorreu em um tempo que eu estava tentando deixar o meu XFCE parecido com o novo sistema da Microsoft. Este tema tornou-se bastante popular e já é um dos mais baixados do Gnome-Look. Em 01 de março de 2008 já foi usado por quase 14 mil pessoas no Gnome-Look. :-O

Clique aqui e confira!

dez 9

Apesar das minhas restrições com a rede Skype, o cliente Skype para linux atual está muito bom. Encantou ainda mais os meus amigos e usuários do Windows que usam esta plataforma. Então, não tenho outra alternativa a não ser usa-lo para bater-papo com a minha turma. (Caramba! Por que ninguém usa o Ekiga?)

Passeando pela internet, vi uma dica para aumentar a resolução de vídeo do Skype no MacOS. Alguns usuários têm reportado que tal dica também funciona no GNU/Linux e deixa a transmissão de vídeo com resolução de 640×480 pixels e taxa de 25 fps. Isso é quase vídeo com qualidade de DVD. Siga os passos abaixo e veja se funciona com você também.

dez 7

Recentemente, sem maiores alardes, foi lançado o XFCE 4.4.2. Essa nova versão não trás inovações, é apenas para correções de bugs. (Veja o changelog!) Mesmo assim, não deixa de ser uma ótima notícia. Gosto muito do XFCE. Fico impressionado como ele tem a maioria das funcionalidades do Gnome, sendo muito mais leve e rápido.

Outro software que chegou a versão mais nova foi o Gajim, um cliente jabber muito leve e funcional. Em muitos aspectos, acho o Gajim melhor do que o Pidgin. Por sinal, se você achar o Gajim muito parecido com o Pidgin, saiba que foi o Pidgin que imitou a interface do Gajim e não o contrário. O Gajim já tem essa aparência desde a época do Gaim. Bom… Vale apena conferir a nova versão do Gajim! Contudo, assim como o XFCE, essa nova versão não trás muitas novidades. Simplesmente, o software está mais estável.

O último lançamento da semana foi o plugin Flash Player da Adobe. Também, sem maiores novidades em relação a última versão. Já existe um anúncio interessante no Peopleware. Eu não vou repeti-lo aqui.

« Tópicos Anteriores